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Alêtheia Editores na FLL (stand D34 e D36) - «work in progress»

Está quase a abrir portas mais uma Feira do Livro de Lisboa, no Parque Eduardo VII. Desta vez a Alêtheia conta com dois pavilhões, um deles exclusivamente dedicado ao livro infantil! Estamos no stand D34 e D36. Para já o trabalho está em curso mas não tarda nada divulgaremos as imagens dos nossos pavilhões, juntamente com a informação dos livros do dia, promoções e sessões de autógrafos. Fiquem atentos.

Notícias sobre livro de José Milhazes «Golpe Nito Alves e outros momentos da história de Angola vistos do Kremlin»

DW

Angola
27 de maio em Angola apanhou Moscovo de surpresa

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O autor do novo livro "'Golpe Nito Alves' e Outros Momentos da História de Angola Vistos do Kremlin" diz ter novas informações sobre os meandros do alegado golpe de Estado contra Agostinho Neto e o que se passou depois.

José Milhazes é o autor do novo livro "'Golpe Nito Alves' e Outros Momentos da História de Angola Vistos do Kremlin". A publicação, de 219 páginas, foi apresentada esta quarta-feira (15.05.) na livraria Alêtheia, em Lisboa.
Capa do novo livro de José Milhazes

No livro, o jornalista e historiador português, a viver há mais de 30 anos na Rússia, recorre a documentos inéditos tornados públicos pelos arquivos soviéticos. Milhazes faz novas revelações sobre os momentos mais importantes da história de Angola no pós-25 de Abril de 1974 e aborda ainda como a ex-União Soviética os acompanhou e neles interveio.

Um destes momentos, marcantes na história recente daquele país africano, é o chamado “golpe” de Nito Alves, ocorrido em Angola a 27 de maio de 1977.

"O 'golpe' é apenas um dos capítulos do livro", explica José Milhazes. "Há numerosas revelações, não só em relação ao complexo problema que foi o 27 de maio, mas também noutras áreas. O livro tem, por exemplo, um capítulo dedicado às relações entre Agostinho Neto e os dirigentes soviéticos, que nem sempre foram pacíficas. E muitas das vezes foram até bastante complicadas, porque os soviéticos nem sempre confiavam nos líderes africanos."

27 de maio foi surpresa para soviéticos

José Milhazes explica no prefácio que tentou perceber como, em pouco mais de um ano, Nito Alves, então ministro do Interior, passou de representante do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) no XXV congresso do Partido Comunista soviético a “fraccionista” e “agente do imperialismo" em maio de 1977.

O autor não obriga o leitor a chegar à sua conclusão, mas diz que "há uma coisa que parece ser evidente e que fica provado neste livro. Os soviéticos não estavam à espera do 'golpe' de Nito Alves."
Segundo José Milhazes, Agostinho Neto poderá ter provocado golpe como pretexto para silenciar a oposição

"Golpe" como pretexto?

No título do livro, José Milhazes escreve "golpe" entre aspas porque, provavelmente, este não se tratou de um golpe, diz. Esta poderá ter sido "uma ação provocada por Agostinho Neto, Lúcio Lara e outros dirigentes do MPLA para terem um motivo para lançarem um purga dentro do próprio partido e acabar de uma vez por todas com a oposição."

Neste que é considerado um dos episódios mais negros da história angolana ainda envolto em grande mistério, são citados por exemplo os nomes de Sita Valles e José Van-Dúnem, que viriam a ser fuzilados entre os milhares de vítimas.

"Por que razão é que José Eduardo dos Santos escapou?"

Ao longo do livro, José Milhazes dedica também um capítulo à presença de militares e conselheiros soviéticos em Angola, às dificuldades que encontraram no terreno e ao reconhecimento de que conheciam muito mal África e Angola em particular.

José Milhazes faz também referência a memórias de militares e de agentes dos serviços secretos soviéticos e realça a visão do Kremlin sobre o processo de conversações de paz. "Os soviéticos tinham muito receio que a qualquer momento a direção angolana mudasse de posição ideológica, como depois até acabou por acontecer", conta.
27 de maio em Angola apanhou Moscovo de surpresa

Ainda sobre o 27 de maio de 1977, o historiador admite que o atual Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, não estava alheio aos acontecimentos daquele período.

"Naquela altura, ele já ocupava cargos importantes", lembra Milhazes. A pesquisa do autor também levantou questões: "Os próprios soviéticos constatam que houve uma perseguição muito forte a militantes do MPLA que estudaram na União Soviética, de que Agostinho Neto tinha uma desconfiança muito grande. E não se sabe bem por que razão José Eduardo dos Santos escapou à purga. Esse é um dos episódios que seria interessante aprofundar no futuro."

O livro não responde em definitivo a todas as interrogações à volta do 27 de maio. Daí que José Milhazes deseja que estes escritos possam chegar a Angola e sejam úteis aos historiadores e angolanos interessados em aprofundar o estudo sobre estes acontecimentos.

"Acho que este tipo de livros deve contribuir inclusivamente para que a história de Angola seja mais clara. Isso também permitirá um melhoramento das relações entre Angola e Portugal, por exemplo."

ANGOLA 24 HORAS

José Milhazes lança livro sobre "Golpe Nito Alves"

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Notícias - Sociedade

livro de nito alvesO livro "Golpe Nito Alves e outros momentos da história de Angola vistos do Kremlin" pretende apresentar novos dados sobre o papel da União Soviética após a independência angolana, afirmou à Lusa o autor, José Milhazes.

O jornalista e historiador português que vive na Rússia desde 1977 (antiga União Soviética) disse que o livro "revela factos inéditos que podem contribuir para uma melhor compreensão de figuras como José Eduardo dos Santos ou Agostinho Neto", os dois únicos presidentes de Angola.

O livro será lançado na quarta-feira na Livraria Alêtheia, em Lisboa, e apresentado pela jornalista Cândida Pinto.

No prefácio, o autor explica que sempre se interessou pela biografia dos "vencidos" e que tentou perceber como em pouco mais de um ano, Nito Alves, ministro do Interior de Angola entre 11 de novembro de 1975 e outubro de 1976, passou de representante do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) no XXV congresso do Partido Comunista soviético a "fraccionista" e "agente do imperialismo" em maio de 1977.

AS NOTÍCIAS DO DIA

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LUZ E LATA

Por Fátima Pinheiro

Expresso

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José Milhazes lança livro sobre «Golpe Nito Alves» - DN 14/5/13

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DN - 14/5/13

história de Angola

José Milhazes lança livro sobre "Golpe Nito Alves"

por Lusa, publicado por Luís Manuel Cabral14 maio 2013

O livro "Golpe Nito Alves e outros momentos da história de Angola vistos do Kremlin" pretende apresentar novos dados sobre o papel da União Soviética após a independência angolana, afirmou à Lusa o autor, José Milhazes.

O jornalista e historiador português que vive na Rússia desde 1977 (antiga União Soviética) disse que o livro "revela factos inéditos que podem contribuir para uma melhor compreensão de figuras como José Eduardo dos Santos ou Agostinho Neto", os dois únicos presidentes de Angola.

O livro será lançado na quarta-feira na Livraria Alêtheia, em Lisboa, e apresentado pela jornalista Cândida Pinto.

No prefácio, o autor explica que sempre se interessou pela biografia dos "vencidos" e que tentou perceber como em pouco mais de um ano, Nito Alves, ministro do Interior de Angola entre 11 de novembro de 1975 e outubro de 1976, passou de representante do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) no XXV congresso do Partido Comunista soviético a "fraccionista" e "agente do imperialismo" em maio de 1977.

Sobre os acontecimentos de 27 de maio de 1977, "um dos dias mais dramáticos da história de Angola", o autor referiu que são revelados novos testemunhos, de diplomatas e militares soviéticos, que apontam "para que possa não ter existido qualquer tentativa de golpe de Estado organizado por Nito Alves, mas um incidente provocado por Agostinho Neto e seus correligionários a fim de terem um pretexto para liquidar qualquer oposição dentro do seu próprio partido".

Nito Alves "acabou assassinado juntamente com numerosos angolanos e alguns portugueses, entre os quais Sita Valles, antiga dirigente da União dos Estudantes Comunistas Portugueses (UEC)", uma organização do PCP, pode ler-se no prefácio.




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