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Família surpreende Eanes com livro

 José António Saraiva |

19/04/2015 12:29:15

Ramalho Eanes

Família surpreende Eanes com livro

No dia de 25 de Janeiro, por ocasião do seu 80.º aniversário, a família de Ramalho Eanes surpreendeu-o com a oferta de um livro, exemplar único, reunindo os textos mais significativos do ex-Presidente da República depois de deixar o Palácio de Belém.

O volume, de cerca de 550 páginas, com o título Olhar o Futuro, dividia-se em oito capítulos: história nacional, política internacional, temas militares, cultura, Portugal, acção e reflexão social, ética e moral, gestão e estratégia. A recolha e a selecção dos textos foram feitas pelo gabinete do antigo Presidente. Os textos escolhidos dizem respeito a intervenções públicas em congressos, conferências em fóruns especializados, autarquias e universidades, em Portugal e no estrangeiro.

Inicialmente destinado ao consumo privado, o livro acabaria por suscitar o interesse da editora Alêtheia, que propôs à família a sua publicação - encontrando-se agora em fase de produção, devendo ser posto à venda nas vésperas do 25 de Abril. E dadas as circunstâncias em que surgiu, não terá cerimónia de lançamento. Apenas está prevista para hoje uma conferência de imprensa de apresentação da obra por parte da editora.  

Na apresentação do livro, a que o SOL teve acesso, escreve-se que Ramalho Eanes é “avesso a pronunciar-se sobre questões específicas da actualidade ou sobre polémicas políticas”, preferindo manifestar-se publicamente “apenas quando crê que a sua perspectiva pode contribuir com novas ideias para o debate público ou ajudar a clarificar determinados temas”.

Adiante-se que ainda não foi publicada a tese de doutoramento de Eanes na Universidade de Navarra, sobre o Estado e a Sociedade Civil, que obteve a classificação máxima. A família e vários amigos esperam que isso possa ter lugar proximamente, dado ser um “documento muito importante a nível político, histórico e sociológico”.

A tese de doutoramento foi defendida em 15 de Novembro de 2006 perante um júri composto por três espanhóis e dois portugueses: Manuel Braga da Cruz, na altura reitor da Universidade Católica, e Jorge Miranda, catedrático da Faculdade de Direito de Lisboa. 

jas@sol.pt

Escrito por Alexandra Louro — April 22, 2015

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